Criei uma página no LinkedIn, e agora?

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Antes de responder à questão que dá título ao post desta semana, creio que deverei referir alguns dos procedimentos elaborados até chegar a este ponto.

Em primeiro lugar perguntamo-nos se seria ou não conveniente para a empresa estar representada e assumir um posicionamento na plataforma LinkedIn. Resposta fácil, pois para que qualquer empresa possa ser conhecida e reconhecida deverá estar exposta neste espaço de encontro profissional.

É extraordinariamente marcante o crescimento da presença das empresas portuguesas no LinkedIn. O número de registos situa-se muito perto dos 20.000. E só não é maior devido a questões que envolvem o registo de páginas.

Este Social Media é uma ferramenta muito forte que serve claramente para a divulgação das empresas, para estabelecer contatos com os públicos-alvo, para partilha de estratégias, parcerias e conhecimentos o que permite, claramente, o aumento de projeção e notoriedade da empresa.

A partir do momento que ficamos convictos da mais-valia desta plataforma para a nossa organização e de todos os benefícios inerentes, demos início à seguinte etapa que foi a elaboração da nossa “Company Page”. Para esta fase o nosso aliado foi o próprio LinkedIn que em poucos passos nos conduziu na composição (https://www.linkedin.com/help/linkedin/answer/4463/criar-uma-company-page-do-linkedin?lang=pt).

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É aqui que devemos apresentar um layout bem pensado, estruturado e que se encontre de acordo com o que pretendemos comunicar, refletindo sempre a natureza da empresa.

Deverá ser sempre planeado para que a administração da página seja feita de modo cuidado e planeado.

As páginas deverão ser elaboradas de modo criterioso e a informação que é colocada tem de ter conteúdo. Dar informação detalhada da empresa e definindo o posicionamento da empresa.

É de todo o interesse que a página contenha toda a informação útil e também que se fomente e estimule a adesão dos colaboradores à plataforma ligando-se à página da sua empresa.

Estando a página da empresa nesta plataforma que se encontra inserida num ambiente muito ativo não poderá ficar parada. Tem de ser atualizada frequentemente. Os conteúdos devem ser revistos e renovados. Tentando estar sempre na vanguarda da informação, com notícias recentes, novos produtos, novos serviços. Os públicos deverão reconhecer a empresa por esta esta qualidade. Não devermos menosprezar a imagem elaborando formatos criativos e cativantes Colocando fotografias e vídeos apelativos de modo a se tornar um convite para uma visita. Se a empresa for reconhecida por estes atributos poderá atrair boas parcerias.

Temos também que ponderar claramente de que modo devemos cativar e informar os nossos Públicos e como iremos manter a informação atualizada, tendo em conta o que é colocado na página para que não afete a credibilidade da empresa.

Deverá existir também um controlo dos resultados. A plataforma disponibiliza a verificação dos dados analíticos das páginas. Estes dados permitem saber se o que estamos a oferecer esta a resultar ou não e assim poderemos modificar o modo de atuação de modo a obter melhores resultados.

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Esta ferramenta de ligação deverá ser usada para benefício de todos os envolvidos, quer seja a empresa quer seja o profissional que nela trabalha ou qualquer outro profissional ou empresa que esteja ligado.

http://www.linkedportugal.com/

Rentabilizar a presença online no LinkedIn

http://www.linkedportugal.com/2016/05/15/top-10-empresas-portuguesas-no-linkedin-2016/

Top 10 Empresas Portuguesas no LinkedIn 2016

 

Social Media: o que mudou nos últimos 15 anos?

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A Evolução das Social Media!

Em 1994, é criada a primeira social media, Geocities. Em 1997 surge a AOL e SixDegrees.com. Começando a partir de aqui a aparecer inúmeras “redes sociais”, como a Friendzy ou o Hi5.

A evolução da comunicação e dos meios de divulgação, sobretudo o avanço da internet como plataforma de distribuição de conteúdos e funcionalidades abriu um novo leque de opções para comunicar nos diversos setores de forma fácil e natural, quase espontânea.

Proliferam os social media com características sociais que permitem aproximar as pessoas de um lado ao outro do planeta.

Em meados dos anos 90 a internet está marcadamente na moda, Surgem a Amazon e o Yahoo. Toda a gente tem um computador com ligação à internet. Intensifica-se a utilização da internet popularizando-a como veículo de transmissão tanto no ambiente profissional como no privado.

Surge o LinkedIn em 2003 com uma vertente mais séria e voltado para o estabelecimento de conexões profissionais. Esta rede tem hoje em dia trinta milhões de utilizadores.

Em 2004 surge o Facebook. Em 2006, passa da área universitária para o público geral, maior de 13 anos. Em 2008 ultrapassa todas as outras social media. Hoje o número de utilizadores em todo o mundo já ultrapassou os mil milhões.

É com estes mecanismos que os utilizadores recebem e partilham informação, quer seja original/pessoal ou simples divulgação das opiniões e notícias de outros.

Com plataformas que permitem uma interação clara entre indivíduos das mais variadas formas. Desde as partilhas a nível do espaço social e lúdico passando pela divulgação de ideias e conceitos até à venda de produtos, permitindo posicionamento na sociedade de comunicação e consumo.

Hoje em dia existem aproximadamente 600 sites de redes sociais na internet.

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Em Portugal, um estudo realizado pela Marktest, em julho de 2016, conclui que entre os utilizadores de social media:

  • 94% tem conta no Facebook e 43% no YouTube.
  • 21% abandonou uma rede social no último ano.
  • 37% usa smartphone para aceder às redes sociais entre as 18 e as 20 horas.
  • 25% considera ter aumentado o tempo dedicado às redes sociais no último ano.
  • 67% segue figuras públicas e 62% segue marcas nas redes sociais.
  • 87% costuma ver vídeos nas redes sociais.

Estudo realizado pela Marktest, com base de 819 entrevistas, realizadas online entre 30 de Junho e 19 de Julho de 2016.

http://www.marktest.com/wap/private/images/Logos/Folheto_redes_sociais_2016.pdf

Sendo também de referir que de 2008 para 2015 o número de utilizadores em Portugal triplicou. Passando de 17,1% para 54,8.

O Facebook mantém a liderança, seguido do YouTube, Google, LinkedIn, Instagram e Twitter, segundo estudo da Marktest.

A nível mundial as opções não diferem muito, sendo as mais utilizadas:

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É expectável que o progresso se mantenha com o aparecimento de novas plataformas e a melhoria das existentes. Algumas que não apresentem novidades apetecíveis tenderão a desaparecer na imensidão de conteúdos que povoam a infatigável internet.

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Mundo sem Internet: é possível voltar a ele?

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Parto para este segundo desafio com a convicção clara de que estou em vantagem: Tive a sorte (se assim se pode chamar) de ter vivido em épocas com e sem internet o que me leva a poder elaborar este post com conhecimento de causa, podendo posicionar-me em ambas as situações.

A minha primeira resposta foi: é impossível! Depois, ponderei e o meu pensamento foi “mas já viveste sem Internet e não era assim tão mau! Pois claro que é possível!” Voltei a ponderar e regressei à primeira resposta “é impossível!”.

Por mais que ponderasse, creio que continuaria assim pois, vou anexando pontos positivos e negativos a cada uma das opções sem os destrinçar.

Fui apresentada à Internet por volta de 1996. Pareceu-me ser uma invenção interessante mas, como para mim ainda não tinha qualquer utilidade profissional visível, sendo os engenheiros quem a utilizava frequentemente para comunicar, desenvolver conteúdos e fazer uns joguinhos, nem conseguia sequer reconhecer ou avaliar o potencial que, passado pouco tempo, viria a ter.

À minha volta, já se falava neste novo modo de comunicar e do muito que poderia mudar em pouco tempo.

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Para mim, em 1996, nada disso era importante. Em termos práticos, não se refletia nem no meu trabalho nem na minha vida privada, pelo que não se revestia de qualquer importância.

Vou descrever como realizava algumas tarefas:

As cartas eram enviadas por correio, via CTT; Se quiséssemos que chegassem rapidamente (nunca em menos de três dias), pagávamos uma taxa de urgência e mesmo assim, às vezes, podiam demorar uma semana ou mais… O correio azul apareceu mais tarde. Aguardava-se pelas cartas até à sua chegada. Não havia modo de acelerar o processo. Era só aguardar… Podíamos ligar e questionar mas não era usual. O usual era aguardar e era norma que assim fosse…

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O telefone que usava, já era em sistema de teclas (embora tenha ainda usado um daqueles enormes, em que era necessário discar os números um a um). Todos os telefones estavam ligados a uma central telefónica – o PBX – que teimava, de vez em quando, em desligar todas as chamadas ao mesmo tempo, obrigando a telefonista a um trabalho quase artístico para conseguir voltar a conectar todos os usuários corretamente, até porque, a troca de linhas era habitual.

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A máquina de escrever era uma Remington, em ferro, que por vezes devia usar com papel químico em triplicado… um horror! Ainda não existia corretor e era melhor não nos enganarmos, sob pena de termos de recomeçar tudo outra vez e isto era um trabalho diabólico. Por volta de 1991, passei a usar uma máquina de escrever elétrica, com metade do tamanho. Foi um upgrade memorável e o melhor é que já podia utilizar fitinhas corretoras – um must!

Também usávamos Telex – Máquina complicada mas, semelhante à de escrever. A diferença é que estava conectada a outras máquinas, através de uma linha telefónica e utilizava um sistema de transmissão por sinais, semelhante ao telégrafo. A receção da mensagem era imediata. O telex foi, certamente, o antecessor do e-mail.

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Para as dúvidas ortográficas ou de vocabulário que pudessem surgir, tínhamos prontuários e gramáticas da língua portuguesa e dicionários de várias línguas, Michaelis e Larousse. Também tínhamos as enciclopédias, onde podíamos consultar factos e tirar dúvidas.

Tínhamos também uma lista telefónica pessoal, manuscrita, ordenada alfabeticamente, que alimentávamos ao longo dos anos e que se tornava um bem de valor incalculável. Para procura de números de telefone, usávamos as páginas amarelas e brancas e também tínhamos o guia das ruas para procurar moradas.

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Era obrigatório assistir ao telejornal das 20h00 na RTP1 pois, esse era o momento em que ficávamos a conhecer a atualidade do país e do mundo. Além deste meio, tínhamos os jornais e a rádio.

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As fotografias eram tiradas com máquina fotográfica de rolo, unicamente em ocasiões especiais. Casamentos, batizados e outros acontecimentos específicos. O rolo era revelado, o que demorava uns dias e era caro. Depois, eram classificadas e arrumadas em álbuns, de modo a não se danificarem.

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Tudo isto que acabei de descrever e que envolvia múltiplas tarefas complicadas, nos dias de hoje, quantos aparelhos precisamos? Quanto tempo demora? Na verdade, hoje em dia, basta-nos a internet. O tempo como eu o conhecia deixou de existir aos poucos, a contagem é feita doutro modo. Desde o surgimento da internet e de todos os seus “apêndices” temos forma de esclarecer todas as nossas questões e dúvidas rapidamente, sejam de que natureza forem. Temos contato continuo e privilegiado com toda a gente, a toda a hora, quer sejam amigos, família, chefias, professores ou colegas, todos sempre disponíveis para nós e nós para eles.

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Somos “obrigados” a estar ligados para estarmos “vivos”. Estar vivo é estar visível no mundo virtual. A rede mundial é constituída e organizada por todos nós, pelas nossas ligações, pelas nossas comunicações e pretensões e, também, pela nossa necessidade de pertencer a este mundo, em constante atualização e mutação.

Às vezes, tenho saudades do tempo antes da internet mas, não o suficiente para querer voltar atrás. De vez em quando, gostava de poder desligar tudo, durante um dia, e voltar a ter a sensação de solidão e quietude… mas este desejo esbarra contra a minha necessidade de estar sempre ligada, uma necessidade que não tinha e que surgiu de um mundo ao qual eu não pertencia mas no qual agora vivo e gosto de viver!

 

As RP são uma janela para o mundo

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As Relações Públicas (RP) (…) consistem na gestão da comunicação entre uma organização e os seus públicos” (cf. Grunig e Hunt, 1984)

É com o foco nesta gestão da comunicação que o profissional de RP se tem adaptado sempre aos novos canais de comunicação de modo a não ficar desatualizado.

O emergir do fenómeno das social media à escala global tem influenciando as comunicações dentro e fora das organizações, surgindo a necessidade de um rápido reajuste da comunicação institucional por parte dos RP de modo a evitar atrasos ou perdas de informação.

Estas novas ferramentas de comunicação são utilizadas diariamente por todos, em todo o lado, quer sejam RP, stakeholders ou público em geral. Alterando a imagem da comunicação e, consequentemente, os atributos e funções dos profissionais de RP, obrigando a um reajuste das suas atribuições e funções e provocando o aparecimento de novas estratégias de comunicação, redefinindo o seu papel de modo integrado e coerente para que possam ser reconhecidos como uma “janela aberta para o mundo”.