Os dinossauros estão extintos?

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Claro que não! Há dúvidas?

Logicamente, não falo daqueles animais enormes que nunca ninguém viu, fazem parte do nosso imaginário e que desapareceram da face da Terra há aproximadamente 65 milhões de anos. Refiro-me a analogia que se faz entre os dinossauros e as pessoas que não se adaptam às mudanças, querendo viver num momento (este) que, simplesmente, já passou e não existe mais.

dino1Embora tanto a área de Relações Públicas (RP) como a de Comunicação não sejam das mais pesadas e estáticas ainda contam com muitos dinossauros que teimam em não se atualizar resistindo estoicamente a qualquer tipo de mudança.

Nesta área de conhecimento por vezes torna-se difícil estar sempre “on” pois as atualizações são diárias. Existe uma necessidade de estar sempre “na crista da onda”, atendendo a tudo o que acontece ao nosso redor, sem descurar pormenores e novos lançamentos. Obrigatório estar conectado à todos os instrumentos que nos possam fornecer atualizações sejam elas de que índole forem.

Um descuido um relaxamento pode tornar-nos rapidamente desatualizados.

Os dinossauros costumam ficar “presos” em metodologias que dominam mas que já se encontram ultrapassadas, embora estas lhes transmitam uma (falsa) sensação de segurança e domínio. Insistir neste tipo de comportamento, de não atualização provocará o atraso e a total perda de novos conhecimentos.

Na era digital em que vivemos a agilidade é vital no domínio da tecnologia que surge diariamente.

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Os avanços tecnológicos são avassaladores e na vertente comunicacional surgem novidades a uma velocidade vertiginosa.

Neste momento já existem no mundo 2 mil milhões de dispositivos Android. O que permite uma divulgação de informação a uma escala mundial global. A evolução tende para uma comunicação totalmente verbal, inviabilizando e tornando obsoleta a comunicação escrita.

Os operadores continuam a oferecer os seus serviços cada vez a preços mais reduzidos, aumentando desta maneira os consumidores/transmissores de informação em todo o mundo.

A existência de assistentes virtuais (Siri da Apple, Cortana da Microsoft e Google Assistant) que permitem comando de voz para muitas tarefas, numa evolução crescente dos aplicativos móveis que pretendem cativar novos utilizadores na população mais pobre e iletrada, certamente culminará com o fim da necessidade de ler e escrever mensagens.

The Big Bang Theory – Siri

Esta “comodidade” é já apanágio da nova geração de jovens, que, cada vez mais, comunicam com recurso ao comando por voz, ditando instruções e mensagens aos seus modernos aparelhos digitais.

As barreiras à comunicação continuam a cair uma depois de outra, aumentando de forma exponencial os utilizadores e os meios de comunicação.

Nesta época de comunicação sem barreiras, a par do conhecimento deverá ser praticada uma assertividade contínua de modo a que os impactos nos sejam favoráveis e não nos tornem os próximos dinossauros desta era digital.

 

 

 

 

 

“Um Press Release (PR) é do tempo do Downton Abbey”

Um Press Release é mesmo do tempo de Downton Abbey, mas isso não significa que seja antiquado ou “démodé”…

Ambos os “acontecimentos” se situam no início do século XX, sim, é verdade, há mais ou menos 100 anos!

A série Dowton Abbey retrata a vida de uma família aristocrata inglesa durante o reinado de Jorge V, iniciando-se a história com a tragédia do Titanic, em 1912 enquanto o primeiro PR surge pela mão de Ivy Lee, informando de um acidente de comboio, que vitimou 53 pessoas, ocorrido em Outubro de 1906. O comboio em questão era propriedade da empresa de transportes onde Ivy Lee trabalhava que, em resposta à tragedia, considerou ser prudente emitir uma esclarecimento sobre o acontecido. A mensagem foi prontamente divulgada pelo New York Times respeitando na totalidade a redação de Ivy Lee.

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Estavam lançados os alicerces para uma nova era da Comunicação Empresarial e consequentemente das Relações Públicas (RP).

Segundo a Infopédia: PR é uma notícia ou informação promocional enviada aos órgãos de comunicação social com o objetivo de ser divulgada ou tratada como fonte de informação produzida por esses órgãos. https://www.infopedia.pt/dicionarios/lingua-portuguesa/press release

E segundo o Cambridge Dictionary: PR is a public statement given to the press to publish if they wish. http://dictionary.cambridge.org/pt/dicionario/ingles/press-release

Deste modo constatamos que o PR para funcionar tem que ser divulgado devendo para isso ser adequado, verdadeiro e apelativo.

O PR tem vindo a ser ajustado às novas tendências e tecnologias procurando o alinhamento e o destaque da sua posição como pilar comunicacional das RP.

O PR informa muita gente rapidamente e com eficácia de uma situação seja de que índole for, como por exemplo:

  • Noticiar problemas/crises da empresa.
  • Informar sobre lançamento de novos produtos/edições ou serviços de interesse geral.
  • Informar sobre alterações estruturais na empresa.
  • Comunicar novas parcerias.
  • Informar sobre acontecimentos importantes.
  • Informar sobre eventos e/ou conferências de imprensa.

 

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https://designbearmarketingdotcom.wordpress.com/2014/10/14/must-have-pr-tool-infographic-on-the-press-release/

A abrangência de um PR bem elaborado é ilimitada, sendo o seu foco a afetação do público pretendido pronta e eficazmente. Sendo por isso hoje em dia e como sempre foi uma ferramenta indispensável na empresa.

O PR deve ser eficaz, ter o tamanho adequado, nem muito longo nem “pobre” e deve conter uma história recente, interessante e notória.

Deve contar com uma boa manchete que prenda a atenção do jornalista mas sobretudo deve ser real e verdadeira e respeitar a notícia em causa.

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https://designbearmarketingdotcom.wordpress.com/2014/10/14/must-have-pr-tool-infographic-on-the-press-release/

Com o passar dos anos, o PR tem ganho contornos mais estruturados tendo com especial atenção a estrutura visual e valorizando muito o modo de escrita mas considerando sempre o destinatário, a mensagem e o teor.

A apresentação e o conteúdo deverá sobressair de entre os outros PR que surgem diariamente nas mesas dos jornalistas de modo a que tenha direito a uma divulgação que permita a propagação da nossa mensagem.

 

 

 

 

Video: How to write a Press Release | Len Smith

 

Project #LIVE

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Já não existem histórias com início, meio e fim. As histórias acontecem a toda a gente, em todo o momento. E partilhamos. Partilhamos a nossa vida, os nossos acasos, as nossas preferências, os nossos “likes” e “dislikes”.

Tentamos e, por vezes, conseguimos inovar, ser criativos queremos receber “feedbacks”, integrar e ser integrados.

Este projeto #LIVE é um modo de fazer histórias ao Segundo, onde alguém começa a escrever e partilha a sua história  na Groenlândia, é lida e comentada em Cuba, alguém no Alasca acrescenta um ponto ou uma virgula e na Austrália acrescentam uma vivÊncia que é idêntica à partilhada no Brasil e quando nos apercebemos a história está a ser contada, lida, acrescentada, partilhada por milhares de pessoas que têm em comum vivências, tristezas, alegrias, medos, incertezas e que apoiam, odeiam, criticam e amam tudo no momento, tudo agora, tudo já!

Os Social Media são o veículo que permite a circulação, difusão e partilha destas histórias que contêm uma imensidão de sentimentos e para que tudo aconteça rápido o Twitter foi escolhido o “mestre de cerimonias”. É o “expert”  na rapidez e no dinamismo, só permite mensagens condensadas (140 carateres) o que provoca um ritmo incessante de twitees e  retwitees, numa rede que não para de twittar.

Nesta troca constante, aproveita-se para fazer divulgação e integrar informação. Ressaltam-se, neste documentário, as opiniões e experiências nas áreas de Jornalismo, Política, Marketing e Entretenimento.

Este é um jogo que se tiver uma boa estratégia, com táticas ponderadas e adequadas poderá ser jogado durante muito tempo com excelentes resultados para todos os jogadores!

To see:

Presentation: https://www.youtube.com/watch?v=FF-BCjd5q3g

Full documentary: https://www.youtube.com/watch?v=0HYDj0xqhuM&t=28s

 

 

UM RP NO METRO

Foi proposto que utilizássemos um transporte público e que avaliássemos essa deslocação com o olhar crítico (?!) de um RP.

Confesso que quando optei por este desafio em particular o fiz por achar que seria o mais fácil de conseguir. Erro meu.

Sou utilizadora de transportes públicos, nomeadamente, da rede de metro, há mais de 25 anos. Sempre na ótica do utilizador comento os constantes atrasos, a reduzida quantidade de carruagens, o intervalo superior aos 5 minutos entre um e outro metro, o ir de pé, sei lá… tudo o que me afeta e que por vezes faz com que o meu dia tenha um começo desagradável…

Na passada semana quando decidi ser este o assunto do post a publicar, comecei a ponderar aspetos, que, embora pareça impossível, até aí se não posso dizer que não via posso afirmar que passavam totalmente desapercebidos.

E desde a partida na estação do Lumiar até à chegada à estação do Marquês de Pombal, reparei em muitos pormenores e analisei registei e comentei questões até aí para mim irrelevantes.

Sem me poder distanciar totalmente do meu perfil de mero utilizador da rede de metro de Lisboa dei por mim a registar os acessos – se existiam rampas na entrada principal, se as entradas/saídas eram amplas, se o pavimento era antiderrapante, se existiam impedimentos de alguma ordem. E depois verifiquei se os pórticos tinham abertura segura, se o controlo de tempo para passagem era o correto, se as escadas eram de fácil acesso, se havia elevador para transporte de pessoas com limitações.

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E assim dei por mim na plataforma e aí reparei em toda a envolvente, desde os placards informativos até aos anúncios luminosos contendo avisos informativos em constante atualização para os utentes. Notei a alteração de mensagens. Vi os funcionários nos seus guichés.

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Apercebi-me que existem muitos bancos ao longo da estação, caixotes de lixo, linhas amarelas de segurança bem marcadas, barreiras protetoras em aço. Não há lixo no chão, não há paredes pintadas, não há ruído desconcertante, só o murmúrio de dezenas de pessoas à espera num mesmo lugar.

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Depois dos já habituais 5 minutos de espera, em hora de ponta!, chegou a minha desilusão, carruagens a abarrotar!

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O que resultou numa longa viagem de 30 minutos em pé, num ambiente saturado, com ar rarefeito visto o ar condicionado estar desligado (dizem que é para poupar…). Sem espaço para a mala que atafulho junto de mim e com o cotovelo da “vizinha” enfiado nas minhas costas, por que teimava em continuar o seu jogo tetris.

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Finalmente chegamos. Saída turbulenta com alguns encontrões robustos e uma pisadela de um belo sapato de salto agulha que me fez gemer de um modo quase audível e que sorte eu não dizer palavrões.

A estação de chegada menos iluminada, sombria. Com uma afluência de passageiros atroz. E depois a subida de um lanço de escadas em várias filas, encostadinhos uns aos outros.

No cimo das escadas deparamo-nos com uma única porta automática de saída o que forma um autêntico “garrafão”. Mesmo assim, mostras de algum civismo, cada um espera pela sua vez e até há quem ceda a passagem.

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Saída para mais um átrio de confluência uma verdadeira encruzilhada de gente que se cruza em todas as direções.

E finalmente o sol, mais um lance de escadas e Lisboa, cidade de luz, a obrigar-me a esquecer os últimos 30 minutos de tormento.

Links úteis:

http://www.metrolisboa.pt/

http://jf-lumiar.pt/

http://www.metrolisboa.pt/informacao/planear-a-viagem/diagrama-e-mapa-de-rede/marques-de-pombal/