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UM RP NO METRO

Foi proposto que utilizássemos um transporte público e que avaliássemos essa deslocação com o olhar crítico (?!) de um RP.

Confesso que quando optei por este desafio em particular o fiz por achar que seria o mais fácil de conseguir. Erro meu.

Sou utilizadora de transportes públicos, nomeadamente, da rede de metro, há mais de 25 anos. Sempre na ótica do utilizador comento os constantes atrasos, a reduzida quantidade de carruagens, o intervalo superior aos 5 minutos entre um e outro metro, o ir de pé, sei lá… tudo o que me afeta e que por vezes faz com que o meu dia tenha um começo desagradável…

Na passada semana quando decidi ser este o assunto do post a publicar, comecei a ponderar aspetos, que, embora pareça impossível, até aí se não posso dizer que não via posso afirmar que passavam totalmente desapercebidos.

E desde a partida na estação do Lumiar até à chegada à estação do Marquês de Pombal, reparei em muitos pormenores e analisei registei e comentei questões até aí para mim irrelevantes.

Sem me poder distanciar totalmente do meu perfil de mero utilizador da rede de metro de Lisboa dei por mim a registar os acessos – se existiam rampas na entrada principal, se as entradas/saídas eram amplas, se o pavimento era antiderrapante, se existiam impedimentos de alguma ordem. E depois verifiquei se os pórticos tinham abertura segura, se o controlo de tempo para passagem era o correto, se as escadas eram de fácil acesso, se havia elevador para transporte de pessoas com limitações.

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E assim dei por mim na plataforma e aí reparei em toda a envolvente, desde os placards informativos até aos anúncios luminosos contendo avisos informativos em constante atualização para os utentes. Notei a alteração de mensagens. Vi os funcionários nos seus guichés.

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Apercebi-me que existem muitos bancos ao longo da estação, caixotes de lixo, linhas amarelas de segurança bem marcadas, barreiras protetoras em aço. Não há lixo no chão, não há paredes pintadas, não há ruído desconcertante, só o murmúrio de dezenas de pessoas à espera num mesmo lugar.

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Depois dos já habituais 5 minutos de espera, em hora de ponta!, chegou a minha desilusão, carruagens a abarrotar!

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O que resultou numa longa viagem de 30 minutos em pé, num ambiente saturado, com ar rarefeito visto o ar condicionado estar desligado (dizem que é para poupar…). Sem espaço para a mala que atafulho junto de mim e com o cotovelo da “vizinha” enfiado nas minhas costas, por que teimava em continuar o seu jogo tetris.

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Finalmente chegamos. Saída turbulenta com alguns encontrões robustos e uma pisadela de um belo sapato de salto agulha que me fez gemer de um modo quase audível e que sorte eu não dizer palavrões.

A estação de chegada menos iluminada, sombria. Com uma afluência de passageiros atroz. E depois a subida de um lanço de escadas em várias filas, encostadinhos uns aos outros.

No cimo das escadas deparamo-nos com uma única porta automática de saída o que forma um autêntico “garrafão”. Mesmo assim, mostras de algum civismo, cada um espera pela sua vez e até há quem ceda a passagem.

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Saída para mais um átrio de confluência uma verdadeira encruzilhada de gente que se cruza em todas as direções.

E finalmente o sol, mais um lance de escadas e Lisboa, cidade de luz, a obrigar-me a esquecer os últimos 30 minutos de tormento.

Links úteis:

http://www.metrolisboa.pt/

http://jf-lumiar.pt/

http://www.metrolisboa.pt/informacao/planear-a-viagem/diagrama-e-mapa-de-rede/marques-de-pombal/

 

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